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Lilly: Inovação constante em medicamentos
A Eli Lilly and Company, ou simplesmente Lilly, como é mais conhecida esta indústria farmacêutica de origem norte-americana, conta com 130 anos de existência. A companhia, com atuação global e uma das maiores verbas aplicadas em pesquisa e desenvolvimento do mundo, é hoje uma das maiores empresas de biotecnologia do mundo e dona de marcas que viraram sinônimo de alívio para patologias milenares, como Prozac, Zyprexa e Cialis, e prefere se caracterizar como uma empresa que vende inovação em saúde física e mental, por meio de medicamentos que são normalmente os pioneiros e mais avançados nas suas classes terapêuticas.
Fundada em maio de 1876, pelo Coronel Eli Lilly, em Indianápolis, capital do estado de Indiana, nos Estados Unidos, a Lilly está presente hoje em 138 países e atingiu um faturamento de quase US$ 15 bilhões em 2005.
No Brasil, a empresa participa da construção do mercado farmacêutico há 62 anos, e é uma das mais importantes indústrias do país, uma das líderes nas áreas de saúde mental, oncologia e saúde da mulher.
Um pouco de história
Químico farmacêutico e veterano da guerra civil norte-americana, o Coronel Lilly, nos idos de 1870, vivia frustrado com os medicamentos de sua época, mal preparados e, muitas vezes, ineficazes. Para mudar esse quadro, assumiu compromissos - consigo próprio e com a sociedade - de fundar uma empresa que fabricasse produtos farmacêuticos da mais alta qualidade e que desenvolvesse somente medicamentos para serem prescritos por recomendação médica e não pela eloqüência de vendedores ambulantes, como era comum em seu tempo. Para isso, sempre fez questão que os produtos farmacêuticos Lilly tivessem como base a melhor ciência do momento.
Tendo em mente a vontade de inovar, em 1886 o Coronel Lilly contratou um jovem químico para a função de “cientista em tempo integral”, grande novidade para a época, que tinha por função básica estudar e aperfeiçoar as mais novas técnicas de avaliação de qualidade. Deste tempo remonta a tradição da Lilly de dedicação à qualidade dos produtos de seu portfólio e à descoberta e desenvolvimento de novos e melhores produtos farmacêuticos.
Em 1900, a assinatura pessoal do Coronel Lilly foi adotada como logotipo e marca registrada da empresa. E, ao longo de todo o século XX, a Lilly desenvolveu substâncias fundamentais para a medicina.
De 1920 a 1970 – a Lilly participa dos lançamentos que marcaram a história da medicina:
Lançou a primeira insulina comercial para diabéticos (1923); o extrato de fígado para anêmicos (1928); a penicilina produzida em larga escala (1943); participou da descoberta e fabricação da primeira vacina contra poliomielite (1955); descobriu, desenvolveu e fabricou o primeiro antibiótico do grupo das eritromicinas (1952) e do grupo das cefalosporinas (1964); de drogas originárias de uma planta do gênero Vinca para o tratamento de câncer (1961); descobriu destacados antidepressivos; produziu em larga escala antibióticos orais e injetáveis como o Keflex, o Kefazol e o Ceclor; lançou o Dobutrex, medicamento cardiovascular revolucionário.
Dos anos 80 ao século XXI – inovação em todos os sentidos:
A Lilly realizou neste período trabalhos com engenharia genética, que resultaram na produção da pioneira insulina humana Humulin (1983) e do hormônio de crescimento Humatrope (1987); do primeiro análogo de insulina Humalog (1996); da primeira droga de uma nova classe de antidepressivos inibidores seletivos da recaptação de serotonina, o cloridrato de fluoxetina Prozac (aprovado pelo FDA em 1987); do Gemzar para o tratamento de vários tipos de câncer (1995); do medicamento cardiovascular que previne formação de coágulos depois de determinados procedimentos, o ReoPro (1995); do Zyprexa, o revolucionário antipsicótico olanzapina, que possui perfil único de segurança e eficácia (1996); do primeiro modulador seletivo de estrógeno voltado para a prevenção e tratamento da osteoporose da mulher na pós-menopausa, o cloridrato de raloxifeno Evista (1998); da primeira droga específica para tratar a sepse severa, o Xigris (2001); do Cialis para disfunção erétil (2003); do primeiro medicamento estimulador da formação óssea, Fortéo (2003); do primeiro medicamento não-estimulante para o tratamento do transtorno do déficit de atenção e hiperatividade, o Strattera * (2003); do primeiro quimioterápico para o tratamento do mesotelioma pleural maligno, Alimta (2004); do Cymbalta (2004) , para o transtorno depressivo maior; e do Byetta * (2005), para o diabetes tipo 2.
* Ainda não disponível no Brasil
Apenas para se ter uma idéia do valor de todas estas descobertas, tão importantes para a ciência, o norte-americano Tufts Center for the Study of Drug Development reza que a elaboração de um novo medicamento exige investimentos entre US$ 800 milhões e US$ 1 bilhão, e demanda entre 10 e 15 anos de trabalho de pesquisa até a aprovação do produto final para comercialização. O que faz com que, de cada de 25 a 50 mil compostos investigados, apenas um resulte em uma nova droga a ser lançada no mercado.
62 anos de Brasil: a cada dia, uma história de sucesso
Os produtos com a marca Lilly chegaram ao Brasil em 1930, mas a instalação propriamente dita da empresa no Rio de Janeiro foi feita em 1944, sob a denominação Eli Lilly and Co. of Brazil, o que tornou os medicamentos da marca mais acessíveis à população brasileira. Em 1953, as operações foram transferidas para São Paulo e, em 1962, seu nome passou para Eli Lilly do Brasil. Dois anos depois, foi criada a Elanco, hoje uma divisão voltada à saúde animal.
Atualmente, a Lilly conta com matriz e fábrica na capital paulista e escritórios regionais de vendas em São Paulo - SP, Goiânia - GO e Rio de Janeiro - RJ. Em 2003, a fábrica ganhou o certificado ISO 14.001. Cerca de 81% dos quase 600 funcionários efetivos da empresa têm nível universitário e 41% contam com pós-graduação, índices que vêm crescendo no decorrer dos anos. A Lilly foi a primeira indústria farmacêutica do país, no final de 1986, a contratar mulheres para a sua equipe de representantes.
É importante salientar que a Eli Lilly só trabalha com medicamentos éticos, isto é, que demandem prescrição médica. Entre os produtos da empresa mais conhecidos no mercado brasileiro, destacam-se o Zyprexa (antipsicótico); o Cialis (disfunção erétil); o medicamento best in class (melhor da classe), Evista (osteoporose); o Fortéo (osteoporose severa); o Prozac e o Cymbalta (antidepressivos); o Keflex (antibiótico); o Gemzar e o Alimta (oncológicos); a Glico-fita; o Humulin (a insulina mais vendida no mundo); a Humalog (insulina de ação ultra-rápida), o ReoPro (angioplastia) e o Xigris (sepse), que é tido como um medicamento first in class (primeiro na classe). Esses produtos estão divididos em três unidades básicas de negócios, Neurociência, Primary Care (Cuidados Primários) e Critical Care (Cuidados Críticos).
Por cinco anos, a empresa foi premiada como uma das 150 melhores empresas se trabalhar no Brasil (1998, 1999, 2000, 2004 e 2005). E por outros quatro anos consecutivos (2001, 2002, 2003 e 2004), o Serviço de Atendimento ao Cliente da empresa - Lilly SAC - foi considerado o melhor da indústria farmacêutica pela Revista Consumidor Moderno.
Em 2001, foi implementado o projeto de mudança cultural denominado Nova Lilly Brasil que, por meio do foco no cliente, inovação, cultura de vencedores e resultados, vem reorientando estrategicamente a companhia sempre com o objetivo de trazer “Respostas que fazem a diferença”. Preocupada com o aspecto social e o bem estar da comunidade, a empresa lançou, no final daquele mesmo ano, o programa Lilly em Ação, uma iniciativa sem caráter assistencialista visando a mobilização do trabalho voluntário por parte dos funcionários, seus familiares e colaboradores.
A Lilly do Brasil é uma das mais importantes indústrias farmacêuticas do país, sendo uma das líderes nas áreas de saúde mental, oncologia, diabetes e saúde da mulher. Seu faturamento líquido na área de saúde humana foi superior a R$ 400 milhões em 2005. No setor, a Lilly foi a indústria farmacêutica de medicamentos inovadores que mais cresceu no ano passado. Somente a modernização da sua fábrica demandou, entre 2002 e 2004, investimentos superiores a R$ 30 milhões. Já os investimentos locais em pesquisa vêm crescendo ano a ano, desde a introdução da Lei de Patentes em 1996 . Ao longo de 2005, foram realizados 31 estudos, com mais de mil pacientes, o que demandou investimentos da ordem de quase R$ 13 milhões.
Um investimento ainda no Brasil depende de três variáveis: uma lei de propriedade intelectual efetiva e em vigor, uma política de preços que premie a inovação e um ambiente regulatório estável que acelere o registro de produtos inovadores .
O pipeline (produtos em desenvolvimento) da Lilly, uma das maiores empresas de biotecnologia no mundo, é considerado atualmente, pelos analistas de Wall Street, um dos melhores da indústria farmacêutica mundial. Desde 2002, foram lançadas cinco drogas inovadoras, como o quimioterápico Alimta e o antidepressivo Cymbalta, introduzidos recentemente no mercado brasileiro. Outros medicamentos devem chegar ao país nos próximos anos, o Strattera para o transtorno do déficit de atenção e hiperatividade e o Byetta para o diabetes tipo 2.
jun. 2006
Rumo Comunicação Empresarial
Regina Rocha/ Ana Silvia Maciel/ Mari Cavalheiro
Tel. 11 3742-3601
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